Carla Madeira - trecho
- Adriana Ribeiro

- 24 de nov. de 2022
- 1 min de leitura

Algumas vezes as mudanças acontecem na marra. Uma guilhotina afiada corta as nossas mãos, e todas as rédeas escapam. É o que pensamos ter acontecido, até que a gente se dá conta de que nunca houve rédeas. Ninguém monta na vida. Brincamos de escolher, brincamos de poder conduzir o destino.
(Tudo é rio)
A gente muda, do dia para a noite. Vivemos achando que controlamos a vida, imersos em certezas inúteis. Ai, um dia acordamos e vemos que nada é definitivo, que nada é exatamente como pensaveamos ser. Acreditamos em nossas próprias mentiras, naquelas que inventamos para nós mesmos. Nos últimos meses passei por um turbilhão dentro de mim. A tempestade acontecia em minha cabeça, sem que ninguém pudesse dar conta do que eu sentia.
Mas, uma tempestade vai e vem sem que a gente saiba o tempo. Ela chega, sopra seus ventos de mudanças e não adianta segurar-se. Talvez o melhor seja se deixar levar por ela. E seguir...
ALEATÓRIOS





















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