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Feliz dia do professor!



Já disse uma vez que desde muito cedo esta profissão me escolheu, e acho que ainda penso desta mesma forma. Sou professora, com orgulho da profissão que escolhi apesar dos pesares.

Poderia listar vários problemas aqui como a desvalorização, os salários baixos, a carga horária extensa, o tanto de mentiras e ilusões que estão atrelados a esta profissão, mas hoje quero falar de um lado único da minha profissão.

Não precisamos romantizar a sala de aula nunca foi um mar de rosas. Ser professor requer muito mais do que conhecimentos técnicos, requer sensibilidade e escuta também, coisas que só aprendemos no chão da sala de aula. A nós, incumbidos da educação escolarizada, muitas vezes fomos aqueles que precisaram se ocupar da educação parental, do olhar terapêutico, do apoio á família, do consolo á mãe, entre tantas outras coisas.

Engana-se, quem acha que um livro faz um bom professor. Estive esta semana comentando sobre uma cadeira que fica em frente á minha mesa em uma escola que trabalho com alguns pré-adolescentes. Apesar de atuar com tecnologias, em alguns momentos, percebo alunos que não vão para seus lugares determinados fazer as atividades da aula. Sentam-se á minha frente e com o olhar tímido e angustiado, iniciam uma brincadeira tímida, como quem observa a disponibilidade do ouvinte. De repente, me vejo escutando suas tristezas, e na minha pequenez, ofereço um abraço. É o que posso dar neste momento. Um pouco do meu tempo, minha escuta, meu colo... Muito pouco perto de tudo o que eles vivem. Histórias difíceis, que inquietam minha mente por dias. Mas, assim seguimos. Guardo meu planejamento para outra aula por que aprendi a importância do olhar e do ouvir. Sei que não posso atingir á todos em minha sala de 30 pessoas, mas tento dar o melhor que tenho.

Algumas vezes me pergunto o porquê ainda continuo. Talvez, continue por admiração aos grandes profissionais com quem trabalho. Estes que não aparecem em capas de revistas, não vão ao Fausto Silva ser chamados de heróis ou ganham milhões com seu passe de uma escola á outra. Seres humanos com suas angústias que se dispõe a olhar, acolher e amar. Ricos em tantos conhecimentos e com quem aprendo diariamente. Admiração também por estas crianças que apesar de terem vivido tão pouco, me ensinam tanto todos os dias. Admiração á esta profissão e sua capacidade de transformação do mundo que nos cerca.

Não conheço o kit gay, a doutrinação comunista ou sexista que dizem existir nas escolas, mas conheço profissionais que saem de casa diariamente para ganharem seu pão e que são capazes, sem imprensa para registrar, de pagar o Vestibulinho de um aluno, dar a outro o alimento que não tem em casa, vesti-lo e tirar do SEU BOLSO o necessário para dar a eles uma escola digna. Sim, é a esta classe que me orgulho por pertencer: SOU PROFESSOR!






 
 
 

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